segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ataque de Nervos "Improprio para Cardiecos"

Benfica 1-0 Naval
Golos: Javi Garcia



O Benfica demorou 89 minutos para encontrar o caminho do golo frente à Naval, mas conseguiu uma vitória que o coloca a par do Sp. Braga na liderança do campeonato.

 
No dia em que se celebra o 20.º aniversário da queda do Muro de Berlim um outro se ergueu no Estádio da Luz.
Montado por Augusto Inácio, treinador da Naval, este muro, no entanto, durou apenas 89 minutos, altura em que Javi García materializou um jogo de intenso domínio do Benfica, com uma cabeçada vitoriosa para o fundo da baliza de Peiser.
O guarda-redes titular dos navalistas, fez meia-dúzia de grandes defesas e negou o golo que parecia certo outras tantas, adiando até ao limite a justa vitória das águias.
A avalanche ofensiva do Benfica durou praticamente do primeiro minuto até final e várias foram as vezes em que os mais de 41 mil espectadores presentes gritaram golo. Todas menos uma – a dos 89 minutos – foram falso alarme.
Nuno Gomes, já na segunda parte, levou os adeptos ao desespero, quando desperdiçou uma recarga de baliza aberta aos 46 minutos, depois de um remate de Javi Garcia que Peiser defendeu para a frente.
em arriscar um mílimetro para tentar o ataque, a Naval foi defendendo com a linha média colada à defensiva. Jorge Jesus bem tentou mudar a equipa com substituições, mas a bola não entrava. Um remate de Dí Maria ainda a levou a embater no poste, mas parecia escrito que o Benfica não havia de marcar.
Parecia, apenas, pois o esforço dos encarnados acabou por ser recompensado na tal cabeçada de Javi García, já aos 89 minutos. Esse golo teve dois efeitos imediatos. Levar a Luz à loucura e acordar a Naval, que no minuto seguinte viu Michel Simplício rematar, em pontapé de bicicleta, muito perto do poste da baliza de Quim.
O Benfica apanhou o Sp. Braga na liderança e aumentou em três pontos a vantagem sobre FC Porto, que continua na terceira posição, agora a cinco pontos.




Estádio da Luz

Árbitro: Lucilio Baptista

BENFICA - Quim; Maxi Pereira (Keirrison, 77), Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Ruben Amorim, Javi Garcia, Aimar e Dí Maria; Nuno Gomes (Weldon, 58) e Saviola
Suplentes: Júlio César, Shaffer, Keirrison, Weldon, Luís Filipe, Filipe Menezes, Sidnei
Treinador: Jorge Jesus

NAVAL - Peiser; Gomis, Diego Ângelo e Daniel Cruz; Baradji, Carlitos, Alex Hauw, Godemeche e Camora; Marinho e Kerrouche (Michel Simplício, 67)
Suplentes: Jorge Baptista, Nkake, Michel, Davide, Bolívia, João Real, Zé Mário
Treinador: Augusto Inácio
Cartão amarelo a Maxi Pereira (37); a Gómis (10), Godemeche (28), Baradji (55)
Golo: Javi García (89)



De novo no topo da classificação, ao lado do Sp. Braga, Jorge Jesus deu os parabéns aos jogadores do Benfica pelo esforço que colocaram em campo para vencer (1-0) a equipa da Naval.

Jesus começou por dizer na flash-interview da SportTV que a vitória sobre a Naval «vale os mesmos três pontos que valem as das goleadas», mas reconheceu que os seus jogadores estão de parabéns por terem acreditado até final da partida: «Percebo perfeitamente esta postura da equipa da Naval. Hoje quem vem à luz já não vem a pensar dividir o jogo com o Benfica e esta foi uma vitória de campeão, de equipa que acredita até ao fim, que tem argumentos. Merecemos inteiramente a vitória, pelo que fizemos durante 90 minutos».
O treinador do Benfica enalteceu o número de oportunidades criadas pela sua equipa, «as bolas na trave» e a «grande exibição do guarda-redes da Naval». Para Jesus, «houve um jogo com sentido único, com uma equipa a querer ganhar e outra a querer não perder».
A vitória foi, reconheceu Jesus, «difícil» e importante, mas a equipa não entrou em campo a pensar nos desaires de fim-de-semana do Sp. Braga e do FC Porto. «Importante foi fazermos o que nos competia, que era ganhar. Fomos a ultima equipa a jogar, depois de Porto e Braga e nem uma vez nas palestras falei em relação a esses adversários».
O treinador das águias destacou o apoio dos adeptos que, disse, «deram força à equipa para chegar à vitória».
Jesus recusou-se a abordar a possibilidade de Ramires, lesionado, recuperar a tempo do próximo jogo da liga, frente ao Sporting: «No que diz respeito a diagnósticos clínicos, o departamento médico é que sabe. Não curo jogadores, sou treinador. Até lá, importa é os que estão cá. A equipa tem plantel com qualidade, eu acredito em todos os jogadores e é com este espírito que temos de continuar».

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